quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O governo é 157.



Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência:

157: Essa é a média de dias que um trabalhador brasileiro precisa ralar por ano somente pra pagar impostos ao governo. Não poderia haver numero melhor, considerando que grande parte desses tributos são extraviados descaradamente por nossos 'amados' governantes.

Enquanto isso falta dinheiro nos cofres públicos pra investir em educação, saúde, saneamento básico e segurança pública. Ou seja, você trabalhador (ou otário, como preferir), que ralou quase metade do ano pra pagar tantos impostos que se foda, se quiser um serviço de qualidade que gaste o que ainda lhe restou de dinheiro e procure a rede privada.

Problema maior ainda que esse, é o cidadão brasileiro conformado com essa situação. Que mesmo vendo todos os dias nos jornais políticos sendo caçados, roubando descaradamente o dinheiro que deveria ser do povo e não fazem nada, não procuram meio nenhum de reverter essa situação.

Depois que o país fica infestado de bandidos, a culpa não é do governo. Só queria que me respondessem como não é, já que mais do que o racionais, o governo é 157.

Victor Mendes

Jardim Interior



Entre mortos e vivos, aqui estou eu, vagando solitário por esse tenebroso jardim. Jardim que assusta e ao mesmo tempo fascina, com suas flores negras e tristes.

Jardim onde sou capaz de ver as coisas pelo outro lado, onde sou capaz de ver quem eu realmente sou, de saber qual é o verdadeiro valor da vida.

Ao fim desse jardim há um lago de lágrimas. Lágrimas derramadas por amor, por saudade, por tristeza, por solidão...

É quando me sento frente a esse lago é que me lembro o qual triste o mundo é. Logo entristeço também. Nesse momento solitário, recordo como é ser humano, como é sentir dor, insegurança, saudade.

Agora, depois de tanto sofrer, consigo perceber, o verdadeiro valor da vida, as coisas simples e bonitas. Coisas como um sorriso, um abraço, um carinho, coisas que nos fazem bem, coisas que eu já não possuo mais...

Victor Mendes